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Professor dos Cursos Tecnológicos destaca tendências da Cana-de-Açúcar na região
A mecanização das lavouras e a produção de energia elétrica da cana são tendências do setor

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02/02/2010 às 14:54

De acordo com o professor dos Cursos Tecnológicos da UNIFEOB, João Celso Falavigna Nogueira, que é especialista em cana-de-açúcar desde 1982, a mecanização da cultura passou a exigir terrenos planos e sem pedras, o que está levando o crescimento das plantações para cidades como Aguaí e Casa Branca, que possuem topografia mais nivelada.
A mecanização das lavouras de cana-de-açúcar, que acontece paralelamente à implantação de leis que proíbem a queimada, está mudando o perfil das propriedades que arrendam as terras para o cultivo da lavoura. O crescimento das plantações de cana-de-açúcar na região pode aumentar devido à geração de energia elétrica proveniente da queima do bagaço da cana.
“Até 2014 a queima da cana-de-açúcar estará proibida e o corte manual da cana crua custa muito caro, fatores que estão favorecendo a mecanização e a opção das indústrias por arrendar terras com topografia plaina”, explica ele.
João Celso é gerente agrícola do setor comercial da Abengoa. Segundo ele, a tendência da economia na região de São João é de crescimento, isso porque, a partir da safra de 2010, além do álcool e do açúcar, o bagaço da cana será queimado para que seja obtida energia elétrica.
“A empresa está montando caldeiras e torres de transmissão de energia elétrica, que será gerada a partir da queima do bagaço da gana. Isso já é uma realidade hoje na região”, afirma o especialista.
Para o futuro João diz que haverá o recolhimento da palha da cana-de-açúcar, que hoje é desprezada, a qual também será utilizada para a geração de energia, álcool e até mesmo papelão.

AGRONEGÓCIO E GESTÃO AMBIENTAL
Como professor do Curso de Agronegócio do Centro Universitário o especialista comenta que procura transmitir os conhecimentos práticos do setor agrícola para os alunos.
De acordo com a coordenadora dos Cursos Tecnológicos, Amélia Queiroz, os Cursos de Agronegócio e Gestão Ambiental estão tendo grande procura por parte dos alunos e segundo ela, o mercado está absorvendo rapidamente os profissionais formados nessas áreas.
“Temos alunos como o Rodrigo Muniz, que se formou em dezembro do ano passado e está como Gestor Ambiental da Alcoa no Pará, Ronaldo Acácio que está trabalhando como Gestor Ambiental em uma empresa de laticínios, o Adriano Oliveira, também Gestor Ambiental, além do Júlio Trevizan (formado em julho de 2009), que hoje é Secretário do Meio Ambiente de São Sebastião da Grama e o Sérgio Noronha (formado em julho de 2009), que passou no concurso de Tecnólogo na CETESB no final do ano passado”, comenta Amélia.
Os professores e a coordenadora do Curso atribuem á alta empregabilidade desses Cursos à demanda característica da região e ao fato dos cursos tecnológicos oferecerem o contato com professores que atuam e se destacam no mercado de trabalho, o que facilita a transição sala de aula e emprego.



Thaís Araujo



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